Dezembro chega e, com ele, um tipo de cansaço que não é só físico.
É mental, emocional e até social. Muita gente entra no último mês do ano com a sensação de estar atrasada na própria vida, tentando fechar pendências, corresponder a expectativas e manter a aparência de que está tudo sob controle.
O problema é que o fim do ano soma pressões diferentes em um período curto: entregas no trabalho, compromissos familiares, gastos extras, festas, comparações nas redes e aquela cobrança invisível de terminar o ano bem. O corpo reage com irritação, insônia, ansiedade e falta de energia, e nem sempre a pessoa percebe que isso é exaustão acumulada.
Outro fator é a mente funcionando como um balanço forçado: você revisita decisões, perdas, planos que não aconteceram e situações que ainda doem. Mesmo que o ano tenha sido bom, dezembro costuma intensificar emoções, porque ele parece colocar um prazo para tudo.
A saída não está em fingir que o mês é leve, mas em torná-lo possível: reduzir agenda quando der, diminuir expectativas, definir prioridades reais e criar pequenas pausas diárias. O fim do ano não precisa ser um teste de resistência. Ele pode ser um encerramento mais humano, e menos cruel com quem já carregou muito ao longo de 2025.
0 Comentário(s)
Seja o primeiro a comentar!
Deixe seu comentário